Sem dúvida o perfil das mulheres de hoje é muito diferente daquele do começo do século e só para exemplificar, na minha empresa, na Curriculum.com.br, elas já são a maioria.
Hoje elas ocupam cargos de responsabilidade, assim como os homens, além de exercerem tarefas tradicionais como cuidar dos filhos, do marido e da casa e eu sei que não é uma jornada fácil.
Mas para elas, trabalhar fora de casa é mais do que uma conquista, pois ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e reconhecida é motivo de orgulho para todas.
No mercado competitivo de hoje, as mulheres têm feito cada vez mais a diferença, pois unem produtividade com sensibilidade e equilíbrio, humanizando o ambiente de trabalho. Além disso, contribuem com diferentes visões sobre assuntos por serem geralmente mais questionadoras.
Sem dúvida, elas são tão competentes quanto os homens, e por sua dedicação e entrega ao que fazem, muitas vezes os superam.
No entanto, a conquista pelo seu espaço no mercado de trabalho continua e, por isso, elas precisam continuar a demonstrar força, competência, profissionalismo e seus diferenciais competitivos.
Ainda há muito a ser feito, e cabe a vocês mulheres, a continuidade desta conquista, deste processo. Será com o prosseguimento do seu desenvolvimento pessoal e da demonstração de todo seu profissionalismo e competência que terão, enfim, seu valor plenamente reconhecido e recompensado.
Parabéns por toda esta linda conquista e continuem seu trabalho, com inteligência e dedicação, mas por favor, sem nunca perder o charme e a delicadeza, as mais poderosas armas de uma mulher.
Esta é uma ode aos “loucos”, também chamados de desajustados, rebeldes ou criadores de caso.
Ou àqueles que vêem as coisas de uma forma diferente,
que não gostam muito de regras ou que muitas vezes se revoltam com o status quo.
Você pode até elogiar, endeusar, duvidar, discordar ou difamar tais pessoas mas,
a única coisa que você não pode fazer é ignorar,
pois são eles que provocam as mudanças e movem o mundo.
Eles imaginam, inventam, criam, resolvem, exploram e inspiram
fazendo a raça humana evoluir e talvez por isso
é que eles tenham que ser “loucos” mesmo.
Afinal quem, senão um “louco”, poderia enxergar uma obra de arte em uma tela vazia,
ou uma estátua numa pedra ou ainda uma música no silêncio?
Da mesma forma, quem senão um “louco” teria coragem de criar um novo negócio
sob tantos riscos ou investir num negócio que nunca foi feito,
ou enxergar mercados que ainda sequer existem?
Alguns podem vê-los como loucos, mas nós preferimos chamá-los de empreendedores.
Pois somente as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo,
tem o poder de realmente fazê-lo.
Aos outros restará apenas a opção de admirá-los ou difamá-los.
Em fevereiro de 1946 surge o primeiro computador, o Eniac. Seu surgimento não ocorreu no ambiente empresarial, mas no meio acadêmico, mais precisamente na Universidade da Pensilvânia.
No entanto, nos anos 60 e 70, o poder do processamento e da informática chegava às empresas, que por sua vez começam a processar dados e informações em mainframes.
Esta foi a Era IBM.
Já nas décadas de 80 e 90, vimos o poder do processamento ir além do núcleo das empresas, invadindo as estações de trabalho de cada funcionário com micro-computadores, oferecendo a eles mais desempenho na produção de textos com editores de texto e velocidade em números com planilhas eletrônicas. Ao mesmo tempo, os micro-computadores chegavam também aos lares das pessoas.
Esta foi a Era Microsoft.
No início dos anos 90, Tim Barners Lee cria o protocolo HTTP e a linguagem HTML. Com isso, Marc Andersen cria o Netscape. Está criada a World Wide Web, que é o lado colorido e interativo da Internet.
Como conseqüência, explode a difusão do uso da Internet. Paralelamente assistimos a uma enorme expansão da utilização da micro-informática, com os computadores chegando aos lares das pessoas. Com tudo isso, o início do século XXI é marcado pela inclusão digital e o poder do processamento ao alcance dos cidadãos comuns.
Esta é a Era Google.
Uma vez que o poder de processamento estava disseminado entre as pessoas comuns, ocorre uma verdadeira revolução. Alguns cidadãos, até então apenas consumidores passivos, tornam-se ativos, produtores de conteúdo. Com isso nascem os blogs e as Wikipedias.
Esta é a Era Web 2.0.
No entanto, todas estas inovações trouxeram para todos nós um momento único, em que tanto as empresas quanto as pessoas estão agora interligadas, tendo ao seu alcance o poder do processamento, podendo gerar conteúdo.
Portanto, como última etapa deste processo, agora todos os cidadãos podem gerar e divulgar via web o conteúdo que considero o mais importante para cada ser humano: seu próprio currículo.
Além de serem gerados, agora estes currículos podem ser propagados eletronicamente para as empresas através de um sistema que, com uma interface simples, faz com que sejam encontrados da mesma forma com que o Google nos oferece páginas da web: o Curriculum Busca.
Por toda sua história focada no currículo, por continuar desenvolvendo sistemas que administram currículos por mais de 8 anos, por seu modelo de negócio baseado na gratuidade do cadastramento do currículo e da vaga e, principalmente, pelo contínuo reconhecimento do mercado, a Curriculum.com.br estruturou-se de forma inigualável para poder oferecer agora esta ferramenta ímpar.
De maneira simples e rápida, o Curriculum Busca encontra e organiza currículos, exibindo-os em seus resultados conforme sua relevância, como nenhuma ferramenta jamais fez.
Assim como o Google identifica e organiza as páginas web de maneira inteligente para que rapidamente possamos encontrar o que procuramos na Internet, o Curriculum Busca faz o mesmo, porém com outro item: o currículo.
Durante 8 anos a Curriculum.com.br reúne e organiza currículos de forma inteligente para agora oferecer às empresas toda esta grande base, acessível por meio de uma interface tão simples e fácil de ser utilizada como a do próprio Google.
Se no Google você encontra páginas web, no Curriclum Busca você encontra currículos.
Enquanto sabemos que toda empresa, por menor que seja, em algum momento irá contratar do outro lado, todas as pessoas também irão, em algum momento da sua vida, pensar em sua carreira e procurar um emprego.
O Curriculum Busca veio para facilitar o encontro entre o candidato e a empresa.
O Dicionário Merriam-Webster Online já aponta “Google” como uma palavra do vocabulário inglês, que significa “buscar/procurar na Internet”. Então não é errado dizer que:
Enquanto pessoas buscam empresas no Google, empresas googlam pessoas no Busca.
O verbo “to google”, já incluído no dicionário mencionado, equivale a “googlar” numa adaptação coloquial em português. Tomei então a liberdade de fazer uma brincadeira com esta nova palavra, que significa “procurar na Internet”.
Marcelo Abrileri no lançamento oficial do Curriculum Busca no dia 7 de Novembro de 2007.
Afinal, qual a diferença entre persistência e teimosia?
Pois é exatamente sobre isso que vou falar um pouco agora.
O que o nosso velho e bom dicionário nos diz a respeito? Teimosia vem de teimoso e, segundo o Houaiss, é aquele que teima: turrão, cabeçudo, que se prolonga, insistente, prolongado.
Já persistência vem de persistente, que segundo o mesmo Houaiss significa demonstrar constância, insistência, perseverar, continuar a ser (de uma certa maneira), conservar-se, perdurar.
A diferença é sutil, mas concordamos que persistência é uma qualidade, enquanto teimosia é um defeito.
Certa vez, uma pessoa me disse: persistente é o teimoso que deu certo.
Em outras palavras, se você insistir em algo e, ao final, seu intento der certo, você foi persistente; no entanto, se após ter insistido, seu intento acabou dando errado, você foi teimoso.
Bem, concordo parcialmente com isso e prefiro dar uma outra definição.
Primeiro, note que o ato de insistir encontra-se em ambos os termos. Portanto, insistência é simplesmente tentar novamente. Mas tentar novamente como?
Bem, se você insiste e faz as coisas do mesmo modo como fez da primeira vez, então eu diria que você está sendo teimoso. Pois não se deve esperar um resultado diferente por apenas se repetir uma ação.
Diria ainda mais, ao analisar os motivos que o levaram ao fracasso você perceber que, mesmo com alterações e mudanças a probabilidade de sucesso ainda é muito pequena, e mesmo assim repetir este procedimento várias vezes, você está sendo teimoso.
No entanto, se ao analisar e ponderar, perceber que há uma nova maneira de fazer, onde o resultado pode ser realmente diferente, com êxito, então neste caso você está sendo persistente.
Eu abordo estes termos neste momento porque, neste ano, a Curriculum.com.br conquistou vários prêmios:
O TOP de Marketing da ADVB com o caso “Um anúncio de sucesso” (referente ao modelo grátis – veja os nossos números: http://www.curriculum.com.br/crescimento), o TOP de RH da ADVB, com o caso “Veezux, a nova geração para o recrutamento online”, o Top of Business da Montreal, o Top of Quality da Ordem dos Parlamentares, o Qualidade Internacional da Omni Quality e, por fim, o Top of Mind – Fornecedores de RH, da Fênix Central de Negócios, na categoria de Site para Recrutamento, sendo eleita pelos profissionais de RH do mercado como a empresa mais lembrada.
Desta forma, este ano foi, de uma certa forma, a coroação de uma persistência de mais de 8 anos de intenso trabalho, dados nossos resultados atuais e todos estes prêmios, principalmente este último.
Conquistamos isso sempre procurando analisar, ponderar e descobrir novas formas de superar os obstáculos e as dificuldades que apareciam. Ouvindo nossos usuários e clientes, adaptando nosso sistema, fomos devagarzinho conquistando um melhor posicionamento neste mercado tão competitivo.
Mesmo quando a Curriculum foi totalmente abandonada pelos investidores por ocasião do estouro da bolha da Internet em 2000, ou quando operamos nossos negócios no vermelho por vários anos, ou até mesmo quando sofremos ataques inescrupulosos dos nossos concorrentes, dentre inúmeros outros problemas que surgiram em nosso caminho, fomos com persistência, e não com teimosia, descobrindo soluções e contornando os obstáculos, criando e vislumbrando como nos posicionar melhor em todos estes momentos tão difíceis.
Quando um serviço não emplacava, procurávamos compreender onde erramos, ouvíamos novamente os anseios dos nossos usuários e clientes, procurávamos corrigir nossos erros e, assim, buscávamos nos posicionar melhor frente a estes insucessos.
Buscávamos não repetir as mesmas ações infrutíferas que já haviam sido feitas e encontrar aquelas que poderiam funcionar.
Para isso, tivemos que jogar muita coisa fora, refazer o site várias vezes, arrumar nossos serviços outras inúmeras vezes, mas fomos persistentemente nos aprimorando.
Tivemos momentos muito, muito difíceis, impossíveis de serem colocados agora em palavras, sendo que em alguns destes, tudo parecia estar perdido, e o fracasso parecia ser eminente e inevitável.
No entanto, sempre com muita persistência conduzimos nossos negócios, e hoje, com este prêmio, conquistamos uma etapa muito importante em nossa trajetória. Neste momento uma frase muito conhecida do cineasta Jean Cocteau me veio várias vezes à mente:
“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.”
Acho que foi assim mesmo que tudo aconteceu!
Ter conquistado todos estes resultados e ganhado todos estes prêmios, após mais de 8 anos de luta, sem dúvida teve um sabor muito especial. Se a diferença entre o persistente e o teimoso é o final da história, acho que da mesma forma posso dizer que fomos persistentes.
Para terminar, vejam só que interessante: o nome da empresa que nos deu este último prêmio: Fênix!
Não é um nome que resume toda esta história da Curriculum?
Não poderia ter sido melhor, não é mesmo?
Enfim, diga não à teimosia, mas se encontrar maneiras de vislumbrar um resultado melhor e tiver forças para insistir, seja persistente, pois a vitória após a persistência é sem dúvida muito mais gostosa.
Muitas pessoas se admiram pelo trabalho feito na Curriculum.com.br ao longo destes 8 anos.
Ouço várias pessoas dizendo coisas tais como “não sei como você suportou”, quando se referem aos momentos difíceis que passamos, pós-estouro da bolha da Internet, juntamente com a saída do Bank of America e o total abandono dos investidores da época.
Sem dúvida, não foram momentos fáceis. Ao contrário, foram momentos muito difíceis. Também não foram períodos rápidos, que passaram logo, mas períodos longos, muito longos, que acabaram por testar ao máximo nossa perseverança e nossos valores.
No entanto, boa parte desta resposta está no fato de eu ter tido o privilégio de contar com um grande time, uma maravilhosa equipe ao meu redor. Sim, pois sozinho jamais teria feito coisa alguma, jamais teria conquistado qualquer coisa.
Naquele momento, eu estava rodeado de grandes pessoas de fibra e coragem, verdadeiros guerreiros que demonstraram caráter, postura, comprometimento e muito profissionalismo.
Foi apenas pelo fato de que todos nós estávamos juntos naquele momento que conseguimos enfrentar aquela difícil situação.
No entanto, continuei tendo o privilégio de ter ao meu lado um valioso time, não só naquela hora, mas depois também, continuei a achar pessoas de valor que vieram somando e ajudando em todo o decorrer destes anos.
Desde novos colaboradores, que estão há mais tempo comigo, bem como os novos e mais recentes, que também já se tornaram muito importantes, até mesmo pequenos e estratégicos investidores que surgiram em momentos cruciais e muito importantes até os maires que nos ajudaram a chegar até onde estamos agora.
Todos este time se uniu de tal forma que não seria errado dizer que somos como que um, tal qual uma manada tem sua força da sua união, assim somos nós, individualmente até temos nossa força, mas juntos, somos muito mais fortes.
Portanto, não tenho dúvidas de que a maior parte do sucesso de hoje deve-se à força deste valoroso grupo, a este time e da união de todos nós em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis.
Uma união saudável, de comportamentos saudáveis em busca de um ideal justo e correto.
Felizmente, tudo está tendo um final feliz, mas sei que poderia ter sido diferente e discordo totalmente daqueles que dizem coisas como: “lógico que este seria o final, vocês têm valor, sempre trabalharam muito, trabalharam sério, portanto tinha que terminar assim”.
Não, isso não é verdade e nem sempre o final é assim, feliz!
Digo isso porque o risco sempre esteve presente e as chances do insucesso existiam de fato e existem muitos casos onde o final não é feliz e o risco de dar errado sempre existiu e sempre existirá, não só aqui, mas em todos os lugares, em todas as empresas.
Por isso, quero aproveitar este momento e deixar os meus parabéns a todos aqueles compuseram este time e que de alguma forma, arriscaram seus futuros, suas carreiras, acreditando no ideal da Curriculum.
Parabéns não apenas por não terem abandonado, mas por terem lutado bravamente durante todo este tempo, com tanta garra, coragem, comprometimento, determinação, força, entusiasmo e profissionalismo.
Mais do que os frutos que começam a chegar, entendo que devemos comemorar o privilégio que todos tivemos de estarmos unidos como estivemos e de termos formado este time tão especiais e valioso.
Para concluir, quero aproveitar um vídeo que eu vi no YouTube, e que foi minha inspiração inicial para escrever este texto (portanto, tente não deixar de assistir, vale a pena).
Usando o vídeo já mencionado e fazendo agora uma brincadeira, vamos fazer um paralelo e comparar a Curriculum a um pequeno búfalo, bem jovenzinho de idade, recém-nascido e totalmente inofensivo. Imagine que este filhote tenha caindo nas garras de leões vorazes que querem devorá-lo. Ai, depois, imagine que este pequeno búfalo acabou também sendo alcançado pelas mandíbulas de um enorme e faminto jacaré.
Que fim trágico o espera, não?
No entanto, em meio a estes dois vorazes predadores, neste trágico momento, com seu triste fim praticamente traçado e quando todos pensam que a morte do pequeno búfalo é inevitável, surge a manada dos búfalos (o time), aqueles que deram origem a este filhote.
Nesta hora, todos estes búfalos juntos, como um destemido time, unido e corajoso, enfrentam ambos os perigos, mesmo colocando suas próprias vidas em risco, e então, todos eles juntos, salvam este pequeno búfalo, deixando claro o valor e a força que tem um time.
Para entender melhor, convido você a assistir agora ao filme abaixo para compreender melhor a força que a união de um time pode ter.
Com o contínuo avanço da tecnologia e a abrangência cada vez maior da Internet, estamos presenciando uma grande globalização bem como o rompimento de fronteiras regionais e da inovação. Parece que mais nada é impossível.
Isso cria um universo de possibilidades em todos os sentidos.
As conseqüencias?
Por exemplo, há duas décadas, ouvíamos música no toca-discos, e a mídia era o velho LP (long play). Depois veio o K7 e depois o CD aposentou de vez o LP. Agora, muitos nem usam mais CD, pois podemos baixar a música pela Internet em formato digital, transportá-la em pen drives e ouvi-las em iPods, sendo que, em breve, estaremos ouvindo música a partir de nosso telefone celular (iPhone e similares).
Estas mudanças não afetaram apenas a maneira como ouvimos música, mas afetaram todo o mercado da música.
Mas não foi só o LP que nos deixou. Foram também as máquinas de escrever, as câmeras fotográficas com filmes em película, o fotolito, o FAX, o palito de fósforo e inúmeras outras coisas que rapidamente estão ficando no passado.
Mas, para cada coisa que fica para trás, outras novas entram no seu lugar e com estas surgem novas culturas e novos mercados tão rapidamente quanto os antigos deixam de existir.
Nesta mesma velocidade, surgem novas empresas que em pouco tempo conquistam valor, às vezes muito valor. Por exemplo, o Google praticamente não existia há 10 anos. Uma década depois, vale hoje US$ 168 Bi. Isto é mais do que 10 Fords (US$ 15 bi) ou 8 GMs (US$ 18 bi).
Da mesma forma, profissões deixam de existir e outras novas surgem a cada dia.
Desde pequeno ouvi que, com a tecnologia, as máquinas tomariam os lugares dos humanos, que a tecnologia fomentava o desemprego. Ouvia coisas do tipo: “as máquinas vão tomar os lugares dos trabalhadores”, “antes trabalhadores colhiam, hoje, colheitadeiras fazem isso” ou ainda “homens trabalhavam na fabricação de carros, hoje, com linhas de produção automatizadas, robôs fazem este serviço”.
Mas quer saber a verdade? Eu nunca concordei com este raciocínio. Será que ninguém percebeu que, por outro lado, alguém tem que criar, produzir e vender tais máquinas, os robôs das linhas de montagens e as colheitadeiras automatizadas? Sim, algumas profissões deixarão de existir, é fato, mas por outro lado, outras surgirão em seu lugar. Por isso eu sempre discordei de que “a tecnologia e as máquinas tomariam os lugares dos seres humanos”.
E se as máquinas farão cada vez mais o trabalho mecânico, operacional e repetitivo. Caberá aos humanos, cada vez mais, o trabalho mental, criativo e estratégico.
Ou seja, o que está havendo, e não é de hoje, é uma mudança no perfil das necessidades de trabalho do mercado e conseqüentemente, uma mudança no perfil do trabalhador, sendo este cada vez menos mecânico e operacional e cada vez mais criativo, estratégico e intelectual.
Relembrando agora o início deste artigo e sabendo que o custo de aquisição de tecnologia, de máquinas e equipamentos fica a cada dia mais barato e, por conseqüência, está cada vez mais ao alcance das empresas, é fácil perceber que praticamente qualquer empresa poderá ter acesso a todas estas tecnologias disponíveis.
Mas se então todas as empresas terão as mesmas tecnologias, onde ficará o diferencial competitivo das empresas?
Nas pessoas!
Sim, cada vez mais o talento humano será reconhecido. Cada vez mais estará na criatividade, na inspiração, na estratégia e no sábio uso do conhecimento adquirido o diferencial competitivo.
Por isso, o profissional talentoso e bem preparado será cada vez mais valorizado.E isso continuará assim, não importando o tamanho ou a idade de uma empresa.
Há pouco tempo, durante uma conferência, aquele que até então era o homem mais rico do planeta, Bill Gates, dono da Microsoft, disse que sua companhia tinha 20 pessoas realmente muito boas e que faziam a diferença. Segundo Gates, se esses 20 profissionais fossem embora, a Microsoft se tornaria uma empresa comum ou até mesmo insignificante no mercado. Segundo Gates, portanto, algumas poucas pessoas fazem a Microsoft.
Percebe? Mesmo em empresas grandes, consagradas e aparentemente seguras, os talentos individuais e do grupo são definitivos para seu crescimento, existência, sucesso e continuidade.
Meditante isso, é fácil deduzir que as empresas estão cada vez mais exigentes quanto ao perfil dos seus profissionais, e quanto o talento humano sará cada vez mais valorizado.
Quando falamos em talento, lembramos de várias qualidades, tais como: criatividade, empreendedorismo, experiência, capacidade de trabalhar em equipe, foco, organização, formação, especialização, visão sistêmica, comprometimento, honestidade, integridade, conhecimentos em informática e Internet, conhecimento de outro idioma (preferencialmente o inglês) dentre muitas outras.
Deduzimos também que contratar bem é e será cada vez mais importante e, preenchendo uma vaga com “quem aparecer” é algo que deveria ser abominado, pois quando não se coloca a pessoa certa no lugar certo, a empresa não se desenvolve, há grandes prejuízos e todos sofrem com isso.
Assim sendo, os profissionais responsáveis pela contratação têm uma responsabilidade cada vez maior em suas mãos, pois está nos ombros destes construir o time que fará da sua empresa um sucesso, ou um fracasso.
Isso explica um pouco por que para muitas empresas continua difícil preencher uma vaga, mesmo havendo tantas pessoas desempregadas. Isso acontece porque as empresas procuram talentos, procuram pessoas valiosas.
Do outro lado, infelizmente muitos profissionais, não se desenvolveram e consequëntemente não são reconhecidos como talentos e por isso, acabam tendo baixa empregabilidade.
Mediante tudo o que disse, não seria errado afirmar que o título mais adequado para este artigo poderia ser “A importância das pessoas com talento nas empresas”, pois assim como é fato que cada vez mais as pessoas serão importantes nas organizações, da mesma forma, o talento e os valores individuais serão cada vez será valorizados.
Em alguns dos próximos artigos, abordarei aspectos que considero muito importantes e que, a meu ver, serão sempre valorizados, mas infelizmente estão cada vez mais raros de ser encontrados nas pessoas hoje.
Tenho lido e ouvido falar muito sobre o Second Life. Vejo que grandes e respeitadas empresas têm aderido aos encantos deste novo serviço,e profissionais de destaque, em excelentes posições, têm investido polpudos recursos e defendendo que este é o futuro e que ele veio para ficar.
Sem dúvida, eu admiro o trabalho que os profissionais do Second Life estão fazendo. A proposta é interessante, bem como todo o trabalho de tecnologia envolvido, e sem dúvida admiro principalmente o trabalho do pessoal de marketing e comunicação deles. Sem dúvida, estes estão de parabéns!
Digo isso porque, diferentemente destas grandes e respeitadas empresas e seus renomados profissionais, que vêm se envolvendo e divulgando o Second Life, com todo o respeito, não concordo com todo este barulho, com todo este encantamento que a mídia vem dando e, principalmente, com o timing do Second Life.
Acho extramente duvidoso apostar no Second Life, hoje.
Falo isso porque primeiramente não vejo a Internet como um fim, mas quase sempre, como um meio. As pessoas vão para a Internet para buscar informações, procurar empregos ou profissionais, comprar e vender coisas, encontrar conhecidos ou até mesmo conhecer novas pessoas para sair, interagir e namorar.
Em segundo lugar, quando utilizamos a Internet para interagir com outras pessoas (via e-mail, Messenger, Skype e similares), queremos fazê-lo do modo mais objetivo e prático possível, porque a finalidade neste caso é poder se expressar e receber de volta o que a outra pessoa escreve ou fala. Perceba então que, novamente, o foco está no conteúdo, e não o meio em si.
Ou seja, em praticamente qualquer caso, a Internet é quase sempre um meio, que ajuda as pessoas a viverem melhor suas vidas aqui fora, no First Life.
A meu ver, o que queremos é sentir o calor do sol, ouvir o barulhinho da chuva, os sons dos passarinhos, saborear uma boa comida, admirar uma flor ou uma bela paisagem, namorar, amar, ou seja, viver a vida como ela é, com todos os nossos sentidos, vendo, ouvindo, cheirando, tocando e experimentando, tudo do nosso velho e bom jeito de viver.
É fato que vamos, sim, utilizar cada vez mais a Internet, mas como meio, como ferramenta, para encontrar o que fazer aqui fora, no mundo real.
Há,no entanto, uma ressalva importante a se fazer, uma exceção nesta história. Infelizmente existem pessoas que não estão bem momentaneamente ou que não estão bem adaptadas à vida real.
Algumas pessoas têm problemas em se mostrar por qualquer que seja o motivo, ou porque não estão bem com sua aparência ou porque têm dificuldades em se relacionar, ou qualquer outra coisa do gênero. Estes,sim, provavelmente desejarão viver no virtual, no Second Life, onde poderão contornar suas inconformidades, criando personagens virtuais do jeito que não são na realidade.
Tirando este universo de pessoas, eu não consigo imaginar por que alguém deixaria de viver o First Life para gastar seu tempo no Second Life.
Mesmo assim, fui ver tudo de perto. Baixei o software, instalei, fiz meu login, construí meu avatar (o bonequinho do Second Life) e interagi com o sistema. Não há dúvida que a proposta é muito interessante, mas como disse, não consegui perceber que há apelo suficiente para me tirar daqui da minha vida real. Depois que tive este primeiro contato, voltei mais uma ou duas vezes, e a vontade de continuar lá foi se esvaindo. A curiosidade e o apelo de conhecer podem até existir, mas compreendo que o apelo para continuar é muito, muito fraco.
Vale dizer ainda que eu trabalho com tecnologia, acredito que tenho mente aberta e estou cercado de pessoas abertas, que vivem tecnologia no seu dia-a-dia e que em geral compram fácil todas estas novidades.
Pois mesmo estando inserido neste universo de pessoas, não conheço ninguém que está lá, no Second Life. Alguns até já interagiram e também fizeram seu avatar, mas ninguém continuou lá.
Então, não tenho como não concluir que, infelizmente, o que está acontecendo éo velho efeito “Maria vai com as outras”.
Ironizando: afinal, se a Empresa X entrou, então deve ser bom. Se o Beltrano da Empresa Y e o Ciclano da Empresa Z estão lá, ou estão falando bem do assunto, então deve ser algo bom e deve ter futuro!
:-\
Não quero dizer com tudo isso que a idéia não seja interessante, ou mesmo que não tenha lá o seu apelo. Mas a meu ver, o barulho que está sendo feito é muito, muito maior do que o Second Life é capaz de nos oferecer de fato.
No entanto, lá na frente, bem lá na frente, no futuro, que eu diria ainda estar um pouco distante, quando pudermos usar nossos sentidos reais para interagir com o mundo virtual (paladar, olfato, audição, tato e visão), como se estivéssemos no mundo real, aí sim, a meu ver, o Second Life terá todos os méritos que ele está recebendo hoje,e eu mesmo o indicaria para que bons investimentos fossem feitos nele.
Portanto, não consigo deixar de concluir que se o Second Life resistir aos dias de hoje, estarão nele praticamente aqueles que não conseguiram ter êxito aqui no mundo real e foram buscar uma via alternativa, uma válvula de escape, pois para mim, quem é bom da cabeça e saudável vai querer continuar a curtir as delícias da vida real, que estão aqui fora, no First Life.
Muito embora Web 2.0 seja apenas um conceito, um buzz de marketing, não podemos deixar de perceber que ela traz consigo uma tendência muito forte e revolucionária, que promete mudar o cenário atual sobre como nos relacionamos com softwares e com a web.
Em poucas palavras, Web 2.0 é uma nova geração de sites que propiciam ao usuário uma nova experiência de navegação pela Internet, experiência esta que só é possível graças às novas tecnologias que dão ao browser poderes que este antes não tinha.
Nesta linha, o AJAX - acrônimo em língua inglesa de Asynchronous Javascript and XML – é o principal responsável pelo surgimento dela. Trata-se simplesmente de um conjunto de tecnologias que, quando utilizadas em conjunto, propiciam o surgimento de novas interfaces e, principalmente, de novas experiências para os usuários que nelas navegam.
Com a utilização destas novas tecnologias, é possível criar interfaces na web e oferecer uma interatividade que antes só eram possíveis de serem conseguidas por meio de softwares.
O software confere muito poder, e praticamente toda e qualquer experiência de interatividade com o sistema é possível quando você instala um software em seu computador. Você pode ter tanto um editor de texto como um Word, um software de editoração de imagem, como um Photoshop, ou um jogo em três dimensões como o Age of Empires. No entanto, você precisa instalar o software, e toda vez que você faz uma instalação, o programa fica armazenado no seu HD. Caso surja um up-date ou uma versão nova, você precisa instalar tudo de novo. Isso é software!
Já quando você navega em páginas da web, você não instala nada. Você entra na página, e ela é automaticamente carregada no seu browser, no momento do acesso. No entanto, até pouco tempo atrás, você estava sujeito às grandes barreiras e limitações da linguagem HTML.
Mas com a linguagem Java Script (o J do AJAX), você “ensina” o que quiser ao seu browser, suavemente, sem que o usuário sequer perceba, no momento em que o acesso da página se inicia, e o continua alimentando com novos dados posteriormente com uma conexão Assíncrona em XML (o AAX do AJAX) transformando o browser, por exemplo, num interpretador de uma linguagem de programação e alimentando-o na sequencia com tantos dados quantos forem necessário, sem a necessidade de se fazer nenhum “refresh” na página, fornecendo na sequencia ao “browser“ (nesta altura ele já é muito mais do que isso), códigos de programação que até então ele era totalmente incapaz de compreender. Desta forma, surge no browser, instantaneamente, uma interface similar a de um software, como um editor de texto, uma planilha eletrônica, um editor de imagens ou mesmo um jogo.
Sites que utilizam estes recursos oferecem uma nova experiência ao usuário no simples ato navegar, uma interatividade que antes era impossível para a “primeira web”, mas que agora não é mais. Isso é Web 2.0! Esta possibilidade de ter interfaces “like a software” e instanciar programas, no simples ato de navegar, oferecendo um poder de interatividade ao usuário, no browser (ou navegador), nunca antes imaginados para a web.
Perceba agora os desdobramentos e o alcance disso! Com a possibilidade de você transformar o seu browser num interpretador de qualquer linguagem, não é difícil vislumbrar uma nova era, onde não será mais necessário instalar (tão pouco comprar) nenhum software.
Se pensarmos que daqui a alguns poucos anos as conexões estarão ainda mais poderosas, com alta taxa de transmissão de dados e somadas a processadores bem muito poderosos, não é difícil perceber que poderá estar decretado, em breve, o fim de poderosas empresas que hoje sobrevivem às custas da venda de softwares, tais como a Microsoft, Corel, Adobe, dentre muitas outras.
Lembra-se como foi o início da microinformática? Foi exatamente assim, com o surgimento de um editor de texto (Wordstar) e duma planilha eletrônica (Lotus). Não é muito interessante ver como se inicia agora, a Web 2.0? De maneira idêntica!
Portanto, não duvide que, em breve, outras aplicações também estarão disponíveis na web, e você terá acesso a elas simplesmente navegando com seu browser por entre as páginas e mais, muito provavelmente de forma gratuíta!
Diante de tudo isso, percebemos que existem desdobramentos de grande impacto na industria e nem precisa ser um grande jogador de xadrez para perceber os próximos movimentos do mercado, tais como o Google desenvolver um sistema operacional básico, bom o suficiente para reconhecer os periféricos da máquina e deixá-la “up”, administrando uma conexão com a Internet e contendo apenas um web browser para então, a partir deste, navegar em páginas da Web 2.0 para ver seus e-mails, redigir documentos, planilhar suas contas, comunicar-se via chat, voz e, se além de tudo isso, você ainda puder armazenar seus arquivos remotamente, então nem do HD você vai precisar.
Isso é a Web 2.0! A possibilidade de se ter no browser os recursos e a navegabilidade que antes só eram possível num software, sem a necessidade de instalar nada em seu HD, ao ponto de não haver sequer a necessidade de se tê-lo em sua máquina.
Por isso a Web 2.0 depende tanto de tecnologias como AJAX, ATLAS (da Microsoft) ou outras similares, pois só elas são capazes de dar tamanho poder ao browser.
Eliminando ruídos, a Web 2.0 não é o simples aumento da interatividade do usuário na web, ou ainda, a web em que o usuário faz o conteúdo. Tudo isso já existia bem antes do surgimento do Buzz da Web 2.0. Blogs existem a muito tempo (tempo de Internet, lógico), idem para a Wikipedia e outros serviços que permitem posts e que não necessitaram da tecnologia que a Web 2.0 trouxe.
No entanto, é fato que a Web 2.0 propicia, sim, o aumento da interatividade na web, mas este não é o ponto que a diferencia.
O mesmo se aplica a serviços como o Second Life por exemplo. Eles não fazem parte da Web 2.0, pois necessitam da instalação de um software para utilizar o serviço, e no conceito puro da Web 2.0, você não deve precisar de nada além do browser e uma conexão Internet para ter acesso a serviços que oferecem todo a interatividade que até então só o software instalado era capaz de fornecer.
Portanto, da mesma forma, Google Earth não é Web 2.0, já o Google Maps é.
Sem dúvida a Web 2.0 traz novas possibilidades e uma tendência irreversível, que irá mudar o cenário de tecnologia no mundo.
Entendeu agora por que o Google anda comprando todo mundo?
O futuro próximo da web estará fortemente construído na Web 2.0.
Marcelo Abrileri, 27 de Junho de 2007 – 22:00
O Veezux, da Curriculum.com.br, foi totalmente desenvolvido utilizando as tecnologias disponíveis da Web 2.0.